sexta-feira, 22 de maio de 2009

Mercadante não gosta de Dilma, nem de nós

Mercadante disse, noutro dia desses, que Dilma não irá reduzir o ritmo de trabalho. Ele acredita piamente num pac de ordem privada: o programa de aceleração da candidata, a ser tocado a qualquer custo - embora ele não vá pagar nada.
Vamos ser francos: ninguém tem dado muita bola pra que diz o Mercadante desde que o chefe de todos chamou de aloprados aquela turma do dossiê, aquele, não vamos voltar nisso agora. Mas ele insiste em falar, e fala essas coisas, que a gente não sabe se ouve como bobagem pura ou como bobagem temperada com má intenção.
De todas as incertezas, de todo o universo de dúvidas e imponderabilidades do horizonte político-eleitoral brasileiro, não faz parte a possibilidade de que a ministra-candidata não tenha seu ritmo de trabalho afetado pela doença que a aflige. Se Mercadante quer que ela continue com a dupla jornada insana e negligencie a própria saúde em nome do partido, fique à vontade, então. Creio que Dilma não fugirá à regra: não o ouvirá.
Mercadante, como se vê, não tem´pena de ninguém. Nem de Dilma, nem de nós.

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