Continua a caminhar pelo Congresso a aviltante proposta de financiamento público das campanhas eleitorais. A estimativa é de que a próxima eleição custaria aos nossos bolsos a bagatela de R$ 1 bilhão.
Alguns espertalhões sugerem que isso faria com que não houvesse mais aquele negócio que o Lula disse que todo mundo faz, o tal de Caixa 2. Falácia, claro, pois não há relação entre uma coisa e outra. O que aconteceria de fato:
1. Os partidos receberiam a bolada direto dos nossos bolsos para realizar suas campanhas;
2. Quem quisesse usar recursos adicionais realizaria o mal-feito por baixo do pano, mantendo seu Caixa 2.
Para acabar com o crime, resta evidente que não seria preciso criar artimanhas, mas sim acabar com a impunidade. Num país em que se confessa o que foi confessado no Congresso acerca do mensalão e dos "recursos não contabilizados" em campanha eleitoral e nada acontece, tudo é possível, exceto que os malandros deixem de praticar suas malandragens.
Não fosse o bastante, querem que dividamos também esta conta, tungando estes tão tungados cidadãos em mais um bilhãozinho. Se você tem um congressista pra chamar de seu, está na hora de acioná-lo e dizer que não, não está interessado em pagar o pato - e a conta.
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